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Em um estudo focado no papel das células autólogas progenitoras endoteliais derivadas da medula óssea (EPCs) no desenvolvimento vascular da placenta, pesquisadores japoneses descobriram que as EPCs podem contribuir para um melhor crescimento dos vasos sanguíneos, que auxilia na vascularização “normal” da placenta, quando transplantadas para camundongos fêmea gestantes. Isso permite a redução de abortos espontâneos ao providenciar um ambiente fetal saudável durante a gestação.

“Nós descobrimos que o padrão vascular da placenta ‘abortada’ é irregular e o tamanho dos vasos sanguíneos é menor quando comparados à uma gestação normal”, disse o Ph.D. Masaaki Li da Faculdade de Medicina de Osaka, no Japão. “Nossas descobertas sugerem que terapia EPC autóloga pode ser capaz de prevenir abortos em gestações de alto risco ao normalizar padrões vasculares e aumentar o tamanho dos vasos sanguíneos”.

Os pesquisadores descobriram que, em um modelo de aborto em camundongos, a taxa de abortos era maior que 20% em um grupo de não-transplantados com EPCs, enquanto essa mesma taxa era de 5% no grupo que recebeu EPCs. Eles concluíram que as EPCs transplantadas “hospedaram-se” na placenta e trabalharam para normalizar o padrão do vaso sanguíneo uterino, resultando na redução da taxa de abortos.

De acordo com os pesquisadores, sFlt1, um receptor para fator de crescimento endotelial (VEGF), tem sido reportado como uma das moléculas-chave no aborto recorrente. O desenvolvimento imperfeito da placenta pode produzir sFit1 e inibir fatores de crescimento positivos. As EPCs transplantadas podem trabalhar para reduzir os efeitos negativos produzidos pelo sFit1 nos vasos sanguíneos.

“A transfusão autóloga de EPCs poderia ser uma nova terapia para prevenir abortos em gestações de alto risco”, concluem os pesquisadores. “Para estabelecer terapia EPC segura e praticável, investigações futuras são necessárias para explorar o mecanismo da formação disfuncional da placenta e o efeito, potencialmente benéfico, dos EPCs”.

O estudo foi publicado online na Cell Transplantation.

 

Fonte: http://www.eurekalert.org/pub_releases/2016-08/ctco-tbm083016.php
DOIhttp://dx.doi.org/10.3727/096368916X692753

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