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É bastante comum ver em portais de notícia a história de uma família que busca a cura para um ente querido em um tratamento não testado no exterior, principalmente onde a regulamentação das clínicas que utilizam células-tronco não é feita com a rigidez necessária. O IPCT acredita ter o dever de apresentar em seus site as publicações na mídia que apresentam um caso de turismo de células-tronco, alertando para a supervalorização de buscas milagrosas. Por isso, trazemos a palavra de um pesquisador do Instituto para discutir este tema.

 

A coordenadora do IPCT, Profa. Dra. Patricia Pranke tem, nos últimos anos, recebido emails, telefonemas, até mesmo a visita de diversos pacientes relatando casos de ofertas milagrosas com o uso das células-tronco. Após analisar cada caso, a professora orienta os pacientes o que são falsas promessas e o que seria um tratamento sério. Infelizmente, em uma grande maioria dos casos, trata-se do chamado “turismo das células-tronco”.

 

O Dr. Tiago Dalberto faz parte do IPCT, onde realiza o seu pós-doutorado. Segundo o pesquisador, é compreensível que, quando um membro da família sofre de uma doença de difícil tratamento ou sem tratamento, a busca alternativas, em muitos casos, sem qualquer comprovação de eficiência apresenta-se como uma alternativa baseada na esperança de uma solução. No entanto, Dalberto ressalta a importância do meio de comunicação reforçar para o seu leitor que aquela opção não tem comprovação, nem respaldo de uma instituição de fiscalização.

 

“A publicação pela imprensa, nos mais diversos veículos de comunicação, de resultados científicos mostrando melhoras após tratamentos ou procedimentos experimentais, muitas vezes, alimenta a esperança de doentes e seus familiares. Mas, nem sempre estes resultados não reproduzidos, e essa nova informação acaba não tendo a mesma divulgação que o resultado positivo”, afirma o pesquisador. Ou seja, a publicação de histórias pela busca ganham mais espaço do que seus resultados, principalmente quando o resultado foi negativo.

 

O pesquisador ainda ressalta a relevância de deixar claro para qualquer um que leia a publicação dos riscos por trás de uma alternativa sem comprovação científica garantida. “Os meios de comunicação deveriam deixar mais claro que estes tratamentos não foram adotados por grandes centros clínicos exatamente por não haver uma comprovação de eficiência do tratamento e da segurança dos pacientes”.

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