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Cientistas do Salk Institute descobriram um novo tipo de célula-tronco pluripotente – células capazes de desenvolver qualquer tipo de tecido – que são definidas por  sua localização em um embrião em desenvolvimento. Essas células contrastam com as células-tronco tradicionalmente utilizadas em estudos científicos, que são caracterizadas por seu tempo de desenvolvimento.

Em um artigo publicado no início de maio pela revista Nature, os pesquisadores relataram o uso dessas novas células-tronco para desenvolver o primeiro método confiável para integrar células-tronco humanas e embriões de ratos em um laboratório, de um modo que as células-humanas começaram a se diferenciar nos primeiros estágios de desenvolvimento de tecidos.

Os pesquisadores nomearam esta nova classe de células de “células-tronco pluripotentes de região selecionada”, ou rsPSCs (em abreviatura). Os rsPSCs são mais fáceis de crescer no laboratório do que as células-tronco pluripotentes  convencionais, além de oferecerem vantagens para a produção em larga escala e de edição de gene (a alterar o DNA de uma célula). “As células-tronco específicas de região poderiam fornecer enormes vantagens em laboratório para estudar o desenvolvimento, a evolução e doenças, além de poder oferecer caminhos para uma nova geração de terapias”, afirmou o Professor do Salk Juan Carlos Izpisúa Belmonte, autor sênior do artigo.

Para produzir estas células, os cientistas desenvolveram uma combinação de sinais químicos que organizam células-tronco humanas, em laboratório, para se orientar espacialmente. As células-tronco orientadas espacialmente são inseridas em regiões específicas de embriões de rato parcialmente dissecados e colocadas em cultura por um período de 36 horas. Separadamente, eles também inseriram células-tronco cultivadas utilizando métodos convencionais, de modo a comparar as técnicas.

Enquanto as células-tronco tradicionais não conseguiram integrar os embriões modificados com sucesso, os rsPSCs começaram o processo de se diferenciar em células das três camadas principais de desenvolvimento precoce, conhecidos como ectoderme, mesoderme e endoderme. Os pesquisadores do Salk Institute pararam o processo, no entanto, cada camada era, teoricamente, capaz de dar origem a tecidos e órgãos cada vez mais específicos.

 

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