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No último dia 21 de agosto, a Comissão nacional de Saúde e Planejamento Familiar da China anunciou uma série de medidas para regulamentar a utilização de células-tronco em alguns estudos clínicos, além da pesquisa já realizada. No entanto, mesmo acriação dessas regulações não será o suficiente para evitar que algumas clínicas ofereçam tratamentos não-aprovados. É o que traz a revista Nature, em seu artigo publicado no final de agosto.

 

Por bastante tempo a China funcionou como destino daqueles que buscavam tratamentos milagrosos com células-tronco, o que é chamado Turismo de Células-Tronco. Muitas clínicas não respeitavam as exigências exigidas pelo governo para a realização de algum tratamento. Para mudar esse cenário, em 2012, o governo tomou medidas drásticas, indo atrás daqueles que ofereciam tais tratamentos e, por algum tempo, vetou também estudos clínicos, o que paralisou o trabalho legal de alguns pesquisadores.

 

Esse é o caso do pesquisador Qi Zhou, da Academia chinese de Ciências, em Pequim. O cientista tem desenvolvido, ao longo desses anos, testes com células-tronco em animais, mas não pode avançar em seus testes no país. O trabalho de Zhou busca resultados a longo prazo para tratamento de doenças como Mal de Parkinson a partir de estímulos químicos gerados por células-tronco.

 

Pelas novas regulamentações, um pesquisador como Zhou precisará da aprovação de um grupo independente e necessitará de um hospital autorizado para desenvolver seus estudos. Além disso, ainda será necessária a apresentação de documentos junto ao Ministério da Saúde, que confere os dados já obtidos através de trabalhos anteriores com animais.

 

As penalidades para quem desrespeitar as novas regulamentações ainda não estão claras, no entanto, as medidas já estão em voga para melhorar o campo de pesquisa com células-tronco na China.

 

Fonte: Revista Nature

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