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Transplante de sangue do cordão umbilical além de vantajoso oferece uma fonte alternativa de células-tronco para pacientes com leucemia sem um doador compatível, de acordo com um estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Pesquisa do Cancer Fred Hutchinson, em Seattle, Washington. O estudo descobriu que em pacientes com alto risco de recaída após o transplante, os receptores de transplantes de sangue do cordão parecem ter melhores resultados contra a leucemia e o distúrbio de medula óssea relacionada, a síndrome mielodisplásica.

Esses pacientes, que compõem cerca de um terço dos pacientes frente à um transplante de células-tronco, tem o que é conhecido como “doença residual mínima” (DRM), na qual a quimioterapia requerida antes do transplante não é completamente bem-sucedida na redução do câncer e de pequenas quantias de células cancerígenas remanescentes. Apenas um terço destes pacientes com câncer no sangue continuará vivo após três anos, em comparação com aproximadamente ¾ daqueles sem essa doença.

“Pacientes que se submetem ao transplante portando a doença residual mínima (DRM) têm resultado muito sombrios”, disse o Ph.D. Filippo Milano. Milano disse também que o estudo mostrou que aqueles que receberam o transplante de sangue do cordão tiveram “bons resultados com baixas taxas de recaída” comparando aos pacientes que receberam células-tronco de um adulto doador, não relacionado sanguineamente.

Os pacientes com quantidades detectáveis de células cancerígenas no sangue podem se beneficiar ao escolher o cordão umbilical como fonte de células-tronco para o transplante ao invés de um transplante tradicional. Para os outros 2/3 dos pacientes, aqueles sem DRM, tanto o transplante de sangue do cordão como o transplante tradicional têm resultados semelhantes.

O estudo descreve os resultados de pacientes que receberam transplantes de células-tronco de sangue do cordão umbilical ou de doadores adultos não-aparentados. Os pesquisadores analisaram os resultados de 582 pacientes que receberam transplante de células-tronco de 2006, quando o Programa de Sangue Umbilical do instituto foi lançado, até 2014. Destes, 140 pacientes receberam transplantes de sangue do cordão.

O M.D. Colleen Delaney disse que “o transplante de sangue do cordão umbilical oferece uma grande e conhecida vantagem em relação ao transplante de doadores adultos para a população em geral: todos tem um doador de cordão umbilical”.

Como as células-tronco do cordão umbilical são menos desenvolvidas que células-tronco adultas, elas não precisam ser tão rigorosamente combinadas com o antígeno leucocitário humano (HLA) do paciente. Genes HLA são parte da base genética exclusiva de cada paciente que determina a probabilidade de rejeição ao doador de células-tronco. Os médicos procuram uma combinação 10/10 dos genes HLA entre pacientes e seus doadores, mas quando tal perfeita combinação não existe entre doadores aparentados ou não, eles frequentemente aceitam uma combinação 9/10 ou 8/10. Esses transplantes de doadores incompatíveis são melhores do que nenhum tipo de transplante, mas, como o estudo mostra, os transplantes de sangue umbilical podem ser a melhor alternativa para alguns pacientes.

“Isso traz à tona a questão de que os doadores de sangue umbilical não deveriam ser chamados de ‘doadores alternativos’, uma vez que os resultados são os mesmo que os doadores convencionais”, disse Dr. Delaney. “Esse artigo mostra que, se você tem uma doença de alto risco e há um alto risco de reincidência pós-transplante, a melhor alternativa pode ser o transplante de sangue do cordão umbilical”.

 

Fonte: http://www.fredhutch.org/en/news/releases/2016/09/Umbilical-cord-blood-transplant-is-associated-with-high-survival-rate-among-high-risk-leukemia-patients.html
DOI: 10.1056/NEJMoa1602074

1 comentário
Roberto  
14 de julho de 2017 at 09:23

Bacana.

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