Notícias

A jornalista Karen Weintraub publicou, neste final de 2014, uma matéria sobre os caminhos percorridos e o futuro das pesquisas com células-tronco no renomado jornal The New York Times. Reproduzido pela Folha de São Paulo, um dos mais importantes periódicos do País, o texto enumera alguns projetos, além de desmistificar as promessas grandiosas dos tratamentos com células-tronco.

 

Segundo o levantamento realizado pela jornalista, o progresso neste período foi lento, progressivo e pragmático – como, praticamente, todos os processos que seguem o método científico. Em setembro deste ano, cerca de 4500 testes envolvendo células-troco foram realizados nos Estados Unidos, buscando tratamentos para doenças cardíacas, câncer, diabetes, entre outros males. As verbas e testes com células-tronco pode, entretanto, gerar uma expectativa indesejada de progresso veloz.

 

De acordo com o médico Charles Murry, codiretor do Instituto para Células-Tronco e Medicina Regenerativa da Universidade de Seattle, poucas terapias além do transplante de medula se mostraram completamente eficazes. No entanto, o pesquisador enfatizou que os estudos estão aprimorando o conhecimento sobre doenças específicas ajudando a progredir em determinadas áreas. Kevin Eggan, do Instituto de Célula-Tronco de Harvard, utiliza esses avanços para estudar Esclerose Múltipla Amiotrófica (ELA), ou doença de Lou Gehrig.

 

Por isso, o doutor David Scadden, também do Instituto de Células-Tronco de Harvard, afirma que o progresso das pesquisas com células-tronco ainda é gradual. Sobre o panorama presente, o médico falou de modo otimista. “Ninguém diria que o objetivo foi amplamente alcançado, mas muitos estão vivos hoje por causa dela [célula-tronco] e houve triunfos muito reais. Daqui a 20 anos, acho que a medicina e a saúde humana terão sido transformadas por isso”.

 

Fonte: http://www.nytimes.com/2014/09/16/science/stem-cell-progress-begins-to-catch-up-to-promise.html?_r=0

Deixe uma resposta

Translate »