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Pesquisadores da Universidade de Southampton viraram os holofotes sobre por que e como uma nova categoria de medicamentos é eficaz na luta contra a leucemia.

A Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é o tipo mais comum de leucemia, com mais de 4000 casos no Reino Unido a cada ano. No momento, a LLC é incurável, mas, nos últimos anos, novos fármacos chamados inibidores do receptor da célula B (BCR) têm revolucionado o tratamento. Entretanto, ainda não está completamente esclarecido como elas trabalham e por que são tão eficazes. Concomitante a isso, alguns pacientes se tornam resistentes a esse tipo de medicamento.

Um novo estudo, liderado pelo Professor Mark Cragg da Universidade de Southampton e financiado pelo Fundo de Leucemia Kay Kendall, caracterizou os mecanismos moleculares responsáveis por como uma dessas drogas (idelalisib) funciona.

Publicado na revista Leukemia, o estudo tratou as células do sangue de pacientes com LCC em laboratório com a idelalisib e descobriu que ela interrompe sinais importantes de sobrevivência dentro do tumor e previne a comunicação com células que auxiliam o tumor a sobreviver, o que cauda a morte dessas células tumorais.

A resposta à idelalisib foi relacionada a uma produção aumentada de uma proteína chamada BIM, que é responsável pela morte das células do tumor. Os resultados também mostraram que fármacos como a idelalisib podem ser combinadas, com sucesso, a tratamentos com anticorpos para erradicar o câncer de forma mais eficaz e fornecer uma proteção mais duradora às células saudáveis. Os resultados também mostraram que os efeitos dessa combinação são dependentes da BIM.

“A respostas obtidas são muito interessantes e positivas. Nós agora sabemos como os fármacos são capazes de atacar e diminuir o crescimento dos tumores, mas não de se livrar dele completamente. Nós também sabemos que a BIM é necessária para a morte do tumor e para os efeitos de combinação dos tratamentos com anticorpos. Com esse conhecimento podemos desenvolver tratamentos combinados melhores e mais eficazes. No future, nós talvez possamos olhar para as combinações que trarão a cure para algum câncer de sangue que agora não seja possível”, disse o professor Cragg.

“O idelalisib e outros inibidores BCR tem transformado as perspectivas dos pacientes com LLC, mas ainda não está claro como eles funcionam e por que são tão eficazes. Agora nós temos um número crescente de tratamentos disponíveis para pacientes. Uma maior compreensão de como essas drogas funcionam é necessária para guiar decisões relacionadas a tratamento e para identificar as combinações mais benéficas para os pacientes”, disse o Dr. Alasdair Rankin.

 

 

Fonte: https://www.sciencedaily.com/releases/2016/11/161129084349.htm

 

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