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O prognóstico para pacientes diagnosticados com esclerodermia, uma doença autoimune caracterizada pela fibrose na pele, não é tipicamente um mar de rosas. Com limitadas opções de tratamento disponíveis, aqueles que sofrem com a doença podem enfrentar incapacitante endurecimento e esticamento da pele. A esclerodermia também pode afetar os vasos sanguíneos, os pulmões e outros órgãos internos.

Uma nova pesquisa, que está em andamento no Hospital de Cirurgias Especiais de Nova York, identificou um possível mecanismo por trás da fibrose que ocorre na esclerodermia – um mecanismo que pode um dia levar a um tratamento para a doença.

O estudo, publicado em outubro na Journal of Clinical Investigation, traz que uma população de células-tronco pesquisadas em laboratório, chamadas de células-tronco derivadas do tecido adiposo (CTDTAs) são reduzidas, em número, na camada de gordura sob a pele. Aparentemente, a perda dessas CTDTAs pode contribuir para a fibrose característica da esclerodermia.

Além disso, os autores do estudo descobriram que a sobrevivência dessas CTDTAs que permanecem debaixo da pele com esclerodermia depende de células imunes chamadas de células dendríticas. As células dendríticas liberam o composto linfotoxina B que promove a sobrevivência das CTDTAs. Quando anticorpos que estimulam o receptor linfotoxina B são administrados com CTDTAs para reabastecer as células-tronco perdidas, há um aumento na taxa de sobrevivência das células, sugerindo uma forma de reverter a fibrose da pele.

“A injeção de CTDTAs está sendo testada em esclerodermia. A possibilidade de estimular o caminho da linfotoxina B para aumentar a sobrevivência das células é muito animador”, disse a autora que lidera o estudo, Theresa T. Lu. “Ao desvendar esses mecanismos e marcá-los com tratamentos, talvez um dia possamos melhor tratar a doença”.

A Dra. Lu também acredita que essa estratégia poderia ser usada para marcar células-tronco de outros tecidos para tratar reumatismo e outras condições, como o lúpus e artrite reumatoide, além de facilitar a reparação óssea e cartilaginosa.

Nos próximos anos, a Dra. Lu e seus colegas esperam testar a aplicabilidade do trabalho em células humanas, o que poderia dar aos pacientes com esclerodermia uma possibilidade pioneira de tratamento, caso seja comprovada sua segurança e eficácia. “Melhorar a terapia CTDTA seria um grande benefício para o campo da reumatologia e para pacientes que sofrem de esclerodermia”, ela disse.

 

Fonte: https://www.hss.edu/newsroom_new-study-suggests-way-to-slow-skin-fibrosis-in-scleroderma.asp
DOI: 10.1172/JCI85740

1 comentário
Ademir Carreiro  
28 de junho de 2017 at 01:02

Nossa quantas dicas de muita qualidade, eu já estou colocando em prática e já comecei a colher meus resultados, pra quem ainda não acredita que dá para ganhar dinheiro na internet a prova viva está aqui.

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