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Graças aos pesquisadores do Centro de Biociência Regenerativa da Universidade da Geórgia e pela startup ArunA Biomedical, as vítimas de AVC podem ter suas esperanças renovadas no que se trata de uma recuperação total da doença. O novo tratamento, chamado AB126, usa células-tronco para diminuir os danos cerebrais e aumentar o processo natural de regeneração. No fim de fevereiro, estudos clínicos provaram ser efetivos em ratos e porcos. Cientistas estão agora procurando começar os testes em humanos em meados de 2019.

O tratamento irá significar uma segunda chance para milhões de pessoas. De acordo com a Stroke Association, uma pessoa sofre de AVC a cada dois segundos e os derrames são a quarta maior causa de morte no Reino Unido. Antes de entendermos o futuro deste tratamento, devemos primeiramente olhar e entender como o ocorre o AVC.

AVC Isquêmico – conta como 85% de todos os AVCs – são causados por um bloqueio que corta o suprimento sanguíneo no cérebro.

AVC Hemorrágico – conta com os outros 15% de todas as causas de AVC – são causados por uma ruptura de um vaso sanguíneo no cérebro ou na sua superfície. Nos dois casos, pelo cérebro ser afetado, o corpo inteiro sente. A mobilidade dos dois braços e pernas é diminuída e os pacientes vão provavelmente sofrer de dores de cabeça, como também comprometimento na fala, entendimento, leitura, escrita e controle da bexiga.

As consequências de um AVC são devastadoras e extensas, causando um impacto em quase todos os aspectos do dia-a-dia do paciente. No momento, o maior tratamento para essas vítimas é o tPA (ativador do plasminogênio tecidual), que dissolve o coágulo sanguíneo e melhora o fluxo de sangue. Enquanto foi provado seu efeito reversivo, é apenas efetivo se administrado três horas após o AVC. Os médicos estimam que apenas 5% dos pacientes são aptos a uma janela tão pequena.

A não ser que os pacientes sejam aptos a procurar um tratamento nas primeiras três horas da doença, suas opções de reabilitação são bem limitadas. A recuperação depende da severidade das complicações do AVC.

Com AB216, a janela ainda é ligeiramente limitada. Pesquisadores estão atualmente administrando o tratamento não mais do que seis dias após os pacientes sofrerem do derrame cerebral. Claro, isso é um aumento substancial de tempo comparado às três horas nos casos de tratamentos com o tPA. O estudo, que foi publicado na revista Translational Stroke Research, detalha como os exosomos são utilizados para diminuir a quantidade de tecido cerebral perdido na lesão. Estes exosomos – que estão presentes em fluidos eucarióticos (sangue, urina, etc.) – são especialmente úteis em carregar múltiplas doses de tratamento e são pequenos suficientes para cruzar barreiras que outras células não conseguiriam.

Quando testado em ratos, os scans de ressonância magnética demonstraram uma diminuição de 35% da área lesada e uma diminuição de 50% de perda de tecido cerebral. Esta é a primeira vez que um resultado positivo foi visto em estudos de tratamentos envolvendo AVC e exosomos.

A ArunA já está atualmente produzindo exosomos AB126 para demandas pós-clínicas, com o objetivo de manter uma consistência enquanto ainda se procurar manter o custo de produção baixo. À parte da pesquisa, os pesquisadores pretendem testar os efeitos do novo tratamento em cérebros lesionados, danos à medula espinhal e epilepsia.

Esse desenvolvimento é o terceiro em uma série que começou em 2014 em Londres. Lá, os pesquisadores do Imperial College Healthcare NHS Trust e Imperial College London, usaram células-tronco de medula óssea em um tratamento rápido para AVC. Foi o primeiro deste tipo a publicar no Reino Unido e os resultados foram encorajadores. Uma série particular de células-tronco CD34+ –  conhecidas por ajudar na produção de células e veias sanguíneas – foi utilizado. Quatro dos cinco pacientes foram capazes de viver independentemente seis meses após sofrerem um AVC severo que historicamente deixa apenas 4% das vítimas vivas.

Em 2016, cientistas da Universidade de Stanford usaram células-tronco mesenquimais, que podem se tornar múltiplos tipos de células especializadas, a restaurar a função cerebral. A pesquisa envolveu 18 vítimas de AVC e, após depositar as células-tronco diretamente nos seus cérebros, uma mulher conseguiu quase a recuperação completa, conseguindo recuperar a função das pernas e aprender a caminhar novamente.

Dado o progresso que foi feito nos últimos anos, as vítimas de AVC tem muito o que esperar por 2019, o ano em que os ensaios envolvendo humanos começarão com a AB126.

Tradução do site: http://www.celixir.com/new-trial-suggests-stem-cells-heal-patients-brains-post-stroke/

2 Comments
Neusa Margarida  
20 de agosto de 2018 at 12:48

Ola, sou cuidadora de uma pessoa k teve um acidente de mota, aonde bateu com a cabeça e perdeu a fala e a mobilidade quase por completo, simplesmente mexe o dedo pular e levanta um pouco a cabeça. Ele entende tudo tudo, até às cartas “jogamos”.. Como os país já estão com uma idade avançada, (mais de 80) e, vai fazer 20 anos k tudo isto aconteceu, gostava de saber se há alguma coisa k seja possível fazer por ele..
Os meus cumprimentos,
Neusa Margarida.

IPCT  
29 de agosto de 2018 at 15:54

Querida Neusa,

Infelizmente as pesquisas desse tipo ainda são escassas no Brasil e nosso grupo de pesquisa não realiza testes em humanos.
Entretanto, se tiveres interesse posso lhe enviar contatos do exterior com quem a sra. possa conversar. Entre em contato com a gente por e-mail.

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