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Um estudo realizado pelo Grupo de Trabalho de Transplante Pediátrico, da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) comprovou que o transplante de células-tronco hematopoiéticas tem sido decisivo no tratamento de imunodeficiências congênitas em território brasileiro. Os resultados do grupo brasileiro foram apresentados no início deste ano, em San Diego, nos Estados Unidos, durante encontro internacional.

 

A pesquisadora Carmem Bonfim,  coordenadora do levantamento na Universidade Federal do Paraná, afirmou que o transplante de células-tronco hematopoiéticas tem efeito positivo na maioria dos casos de imunodeficiências primárias. “Esses resultados nos possibilitam obter referenciais de condutas terapêuticas e, com isso, aperfeiçoar e ampliar a capacidade de realização desses procedimentos em países como o Brasil”, ressaltou a cientista para a Agência Brasil.

 

Para alcançar estes resultados, o estudo avaliou 166 pacientes, submetidos ao transplante entre 1992 e abril de 2014, em dez diferentes localidades, incluindo instituições públicas e privadas. A maioria dos pacientes era do sexo masculino, com menos de 3 anos de idade, uma vez que a doença se manifesta quase sempre de maneira precoce com alto índice de mortalidade. A confirmação do auxílio das células-tronco é um grande avanço para os tratamentos, apesar de o diagnóstico precoce ser ainda bastante decisivo.

 

Mesmo assim, os resultados são bastante animadores. No caso da imunodeficiência combinada grave e da síndrome de Wiskott-Aldrich, a sobrevivência global em três anos chegou a 60% e 79%, respectivamente.

 

Fonte: EBC Agência Brasil

 

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