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No último mês de setembro, uma equipe de pesquisadores japoneses realizou a primeira intervenção cirúrgica mundial com células reprogramadas iPS, as células-tronco pluripotentes induzidas.O processo cirúrgico, realizado no Japão, buscou tratar uma doença ocular que pode causar cegueira. O procedimento cirúrgico com células iPS  faz parte dos primeiros testes clínicos globais em seres humanos com esta técnica de medicina regenerativa. O objetivo desta primeira operação é verificar sua segurança e capacidade destas células.

 

O IPCT já produziu uma linhagem de iPS cells no seu laboratório 

 

A cirurgia consiste em tratar uma variante da degeneração macular associada à idade (DMLA), uma causa frequente de cegueira em país altamente industrializados. A paciente é uma mulher de 70 anos, declarou a equipe médica da Fundação para a Investigação Biomédica e Inovação (Ibri) de Kobe, que trabalha em associação com Masayo Takahashi, diretora do Instituto Público Riken. Em 2013, o Ministério da Saúde japonês aprovou o projeto-piloto proposto por Ibri e Riken.

 

No processo, os cientistas criaram células da retina da paciente a partir de células iPS e as implementaram. O procedimento de indução consiste em coletar qualquer célula somática do corpo (com 46 cromossomos) e transformá-la em uma célula pluripotente, normalmente chamada de células iPS (célula-tronco pluripotente induzida), desta forma as células adultas do paciente são reduzidas a um estado quase embrionário para gerar quatro genes (normalmente inativos nas células adultas). Essa célula é idêntica a uma célula-tronco embrionária na sua capacidade.

 

Esse procedimento é essencial para o futuro das pesquisas na área, já que foge da discussão ética-religiosa a qual cerca as células-tronco embrionárias, além de evitar o risco de rejeição do corpo à nova célula por carregar o mesmo material genético do transplantado.

Fonte: ClicRBS

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