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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mostraram que o silenciamento específico de um gene – o E2F2 –, em animais, reduz significativamente o risco de células-tronco embrionárias induzirem a formação de tumores. O silenciamento não alterou a pluripotência das células, ou seja, sua capacidade de originar qualquer tipo de tecido.

Os tumores gerados a partir de terapias à base de células-tronco pluripotentes são um dos principais obstáculos para o avanço de diversas pesquisas e tratamentos, como a cura para lesões medulares, degeneração macular e doenças como diabetes, Parkinson, Alzheimer e distrofia muscular. Os resultados da pesquisa Fator de transcrição E2F2 e expressão de proto-oncogenes em células-tronco embrionárias humanas, apoiada pela FAPESP, foram divulgados na revista Stem Cells and Development.

Oswaldo Keith Okamoto, professor do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP e coordenador da pesquisa, valorizou os resultados encontrados pela pesquisa: “Embora ofereçam muitas vantagens, como a grande capacidade de se autorrenovar e de gerar células de qualquer tecido do organismo, as células-tronco embrionárias têm uma desvantagem: o risco de causarem tumores do tipo teratoma”.

Fonte: Agência Brasil 

 

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