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Em abril de 2017, 25 crianças portadoras de Autismo participaram em um estudo na Universidade de Duke, na Carolina do Norte. O estudo – o primeiro deste tipo – objetivou tratar o autismo das crianças pela transfusão sanguínea do próprio cordão umbilical de cada um. Esse sangue continha células-tronco e, após a transfusão, dois terços dos participantes demonstraram melhorarias nos seus sintomas.

Na hora, céticos – e até mesmo os pesquisadores que criaram o estudo – foram hesitantes em anunciar os achados como um potencial terapêutico para a desordem. De qualquer maneira, foi certamente um avanço médico necessário, já que os Centro de Controle e Prevenção de Doenças estima que 1 em cada 68 crianças sofrem da desordem do espectro autista.

Mais cedo no mês, o Marcus Center for Cellular Cures foi estabelecido em Duke, onde a pesquisa deu início. O novo Marcus Center é focado em ensaios clínicos para desenvolver e avaliar terapias celulares e teciduais, aprendendo a aproveitar o próprio mecanismo celular de reparo e entregar tecidos celulares e biomateriais aos pacientes em necessidade.

Particularmente, eles estão focados em curas como Esclerose Multipla, AVC e – claro, autismo.

Geraldine Dawson, PhD e professora de Psiquiatria e Ciências Comportamentais e diretora do Duke Center for Autism and Brain Development foi nomeada diretora co-associada do centro. Ela notou que “atualmente não há nenhum tratamento biomédico aprovado pelo FDA para Autismo. Nosso objetivo é desenvolver um tratamento efetivo que possa significantemente melhorar os resultados para indivíduos que sofrem de Autismo e outras doenças de desenvolvimento”.

Como mencionado, 1 em cada 68 crianças nos EUA sofrem do Transtorno do Espectro Autista. Infelizmente, de acordo com um estudo conduzido pelo Spectrumnews.org, não há muita informação confiável com relação à prevalência em outros países. De qualquer modo, é amplamente considerada uma epidemia e suas consequências pesam tanto na criança quanto nos pais.

Aqueles que sofrem do Transtorno do Espectro Autista possuem um déficit em habilidades sociais, têm problemas com fala e comunicação não-verbal e engatam em um comportamento repetitivo. Muitas vezes, estas crianças sofrem com ansiedade debilitante e, de acordo com o Focusforhealth.org, 30% das crianças autistas nunca falam sequer uma palavra, 20% possui epilepsia e – nos casos mais sérios – as crianças ficam tão frustradas que machucam a si próprias.

Após o estudo em 2017, a CNN reportou que Gracie Gregory, uma paciente de 7 anos participante do estudo, melhorou dramaticamente e seus pais reportaram que as mudanças foram monumentais. A desordem foi de tomar 75% do dia para apenas 10%. A Universidade de Duke não está sozinha na pesquisa progressiva e, por causa do seu estudo inicial, cientistas e pesquisadores de todo o mundo estão desenvolvendo seus próprios estudos e os resultados são promissores.

No Centro de Ciências da Saúde na Universidade do Texas, em San Antonio, três cientistas carregaram um estudo em um modelo de roedor de autismo baseado em “uma necessidade urgente de novas estratégias terapêuticas”.

Nesse estudo, publicado na Nature, os cientistas procuraram restaurar a função interneuronal do sistema GABAnérgico. Eles utilizaram uma linhagem de células-tronco embrionárias para gerar populações ricas em interneurônios PV-positivos. Estes interneurônios foram então transplantados no córtice pré-frontal dos roedores. Os transplantes efetivamente aliviaram os déficits de interações sociais, ajudando na flexibilidade cognitiva e reduzindo a essência sintomática do autismo.

Da mesma forma, uma pesquisa feita no Hospital for Sick Children em colaboração com a Universidade de Toronto determinou que as células-tronco do cérebro – em colaboração com o ambiente em que estas vivem – atualmente construíram circuitos cerebrais durante o desenvolvimento.

Dr. Freda Miller, líder da pesquisa, disse “Células-tronco neurais são como células ‘parentes’ que geraram suas crianças: os neurônios e as células da glia que constroem os circuitos cerebrais, em um controle preciso em resposta aos sinais do seu ambiente. Estes sinais garantem que haja células-tronco suficientes para construir o cérebro, de forma que faça uma quantidade suficiente de neurônios e células da glia no momento e lugar certo no desenvolvimento cerebral, e que algumas células-tronco persistem durante a maturidade onde elas possam participar do reparo. Se nós pudéssemos entender o que são estes sinais e como as células-tronco respondem em circunstancias normais, então a informação não iria apenas nos permitir entender o que acontece em desordens do desenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista, mas também nos prover com informações necessárias para ativar as células-tronco no cérebro adulto e promover o reparo”.

Mundialmente, cientistas estão se perguntando importantes questões para melhor entender o autismo. O suporte contínuo de pesquisa em células-tronco tem ajudado a dar à estes cientistas a liberdade de explorar territórios não explorados e trazê-los mais perto para encontrar tratamentos efetivos e potenciais curas.

Texto traduzido do site Celixir – Regenerative Medicine For Life

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