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A bioimpressão 3D é uma inovação tecnológica recente em nosso país, e essa semana a Universidade Federal do Rio Grande do Sul recebeu a primeira bioimpressora 3D do estado, como equipamento do Laboratório de Pesquisa II do Instituto de Pesquisa com Células-tronco – IPCT.

O que difere esta bioimpressora das tradicionais é que ela imprime células junto com o material, então é possível produzir tecido juntamente com células, por exemplo.

A bioimpressora 3D vai ajudar os pesquisadores da UFRGS a tentar desenvolver um substituto para pele, inicialmente, mas outros tecidos serão foco de estudo.

A professora e pesquisadora Patricia Pranke, falou sobre o trabalho de produção e impressão de pele:

– Embora pareça fina, a pele tem várias camadas de células. Então, não adianta fazer só o molde (como os feitos por impressoras 3D). Seria como comparar aos “andares” de um prédio. Queremos produzir o molde, mas com células em todo a sua estrutura, para regenerar a parte lesionada.

Patricia também descreveu o processo da bioimpressão:

– Na bioimpressora, enquanto fazemos as camadas, já colocamos as células em todos “os andares”. Pode-se usar diversos tipos celulares, tais como as células-tronco. Podemos dizer que uma impressora 3D imprime um “prédio”, enquanto a bioimpressora faz o prédio com pessoas dentro. Ou seja, um prédio já com vida dentro, o que imitaria com muito mais fidelidade os tecidos corpóreos humanos.

 

Está disponível no Jornal Zero Hora uma matéria sobre a bioimpressora recém-chegada na UFRGS. Clique aqui para visualizar.

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