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Cientistas desenvolveram uma nova abordagem que pode prevenir a doença do enxerto contra o hospedeiro (GvHD) em pacientes com linfoma e leucemia, após transplantes terapêuticos de medula óssea. Os pesquisadores descrevem a aplicação, bem-sucedida, de sua estratégia com camundongos em um estudo publicado online no The Journal of Experimental Medicine.

Transplantes de medula óssea podem curar alguns tipos de leucemia e linfoma, pois as células-tronco hematopoiéticas derivadas do doador de medula óssea podem se desenvolver em células imunitárias capazes de matar as células tumorais do paciente. Mas as células imunitárias derivadas do doador também podem atacar as células saudáveis do receptor, produzindo os diversos e, por vezes, graves sintomas de GvHD.

Uma abordagem para evitar a GvHD é co-transplantar grandes números de células T reguladoras (células T reg), células imunitárias que podem suprimir os efeitos das células doadas no tecido saudável, enquanto mantém a habilidade de matar células tumorais. Essa abordagem é desafiadora, pois as células T reg precisam primeiro serem isoladas do sangue periférico e da medula óssea do doador e, então, cultivadas em laboratório para produzirem números suficientes para transplantes.

Uma equipe de pesquisadores, liderados pelo M.D. Andreas Beilhack e pelo Ph.D. Harald Wajant, do Hospital Escola Würzburg na Alemanha idealizaram uma forma alternativa de prevenir GvHD em camundongos, desenvolvendo uma proteína chamada STAR2 que pode estimular a formação de células T reg pelo próprio receptor do transplante. O pré-tratamento em camundongos com STAR2 protegeu-os de desenvolver GvHD após transplante de células imunitárias. As células derivadas do doador mantiveram a sua capacidade de matar as células do linfoma do receptor.

A proteína STAR2 funciona por se ligar especificamente a uma proteína da superfície celular denominada TNFR2, ativando uma via de sinalização que aumenta o número de células T reg. Beilhack e seus colegas descobriram que uma versão ligeiramente modificada da STAR2 tem um efeito similar em células T reg de humanos, sugerindo que a abordagem pode também prevenir a GvHD em pacientes com leucemia e linfoma após transplantes de medula óssea ou células-tronco hematopoiéticas.

“Além disso, essa estratégia pode ser benéfica para outras definições patológicas em que números elevados de células T reg são desejadas, assim como doenças autoimunes e transplantes de órgãos sólidos”, disse Beilhack.

 

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Fluorescência microscópica dos linfonodos de camundongos revela que o tratamento com STAR2 (direita) aumenta o número de células T reguladoras, que expressa uma proteína chamada Foxp3 (vermelho). Imagem cortesia de Chopra et al., 2016.

 

Fonte: http://www.stemcellsportal.com/news/researchers-develop-new-strategy-limit-side-effects-stem-cell-transplants

DOI10.1084/jem.20151563

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