Notícias
       Um pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, está revolucionando os estudos sobre o transtorno bipolar. Através de células pluripotentes, obtidas a partir de células epiteliais de pacientes com a doença, cientistas obtiveram neurônios e conseguiram analisar características da estrutura. Os resultados mostraram comportamentos diferentes entre os neurônios normais e os de pessoas com o transtorno, principalmente nos sinais de cálcio, cruciais para o desenvolvimento do neurônio e para suas funções. Isso dá suporte à teoria de que diferenças genéticas expressadas durante o desenvolvimento do cérebro estão relacionadas ao desenvolvimento de sintomas de transtorno bipolar no decorrer dos anos. A pesquisa, divulgada em março, é pioneira e abre muitas portas para futuros estudos sobre a doença.
       Os cientistas responsáveis pelo trabalho são do Departamento de Células e Desenvolvimento Biológico, do Departamento de Psiquiatria e do U-M’s Depression Center. As células foram obtidas através da indução da pluripotência de células adultas. O método consistiu na retirada de células epiteliais dos pacientes, exposição delas a condições de indução para que se tornassem células pluripotentes, ou seja, com potencial para se converterem em qualquer tipo celular. Elas foram, então, estimuladas a virar neurônios. O resultado permite que os cientistas possam analisar o comportamento dos neurônios de pessoas com o transtorno bipolar: como eles se diferenciam dos neurônios comuns, como se comunicam e como respondem ao lítio, muito usado em tratamentos psiquiátricos, por exemplo.
Processo de formação dos neurônios a partir das células epiteliais. (Divulgação)

Processo de formação dos neurônios a partir das células epiteliais. (Divulgação)

 

       Os estudos ainda estão no início, mas os pesquisadores já vislumbram o potencial da pesquisa. Uma das especulações é a possibilidade de experimentar novas drogas para o tratamento do transtorno bipolar diretamente nos neurônios fabricados. Outra expectativa é de que os tratamentos possam ser especializados, ou seja, testados em neurônios dos próprios pacientes.
1 comentário
HELISA FERREIRA GOMES DEVITTIS  
16 de outubro de 2018 at 16:54

Quero ser testada nesses estudos.

Deixe uma resposta

Translate »