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O uso de técnicas para edição de genes em embriões humanos são restritas, mas ainda existem muitas discussões a respeito do motivo. Enquanto alguns veem com bons olhos, pensando nas possibilidades de, por exemplo, erradicar doenças, outros acreditam que alterar o DNA dos embriões seria interferir no futuro das gerações.

 

O tema foi debatido no artigo “Don’t edit the human germ line” (Não edite a linhagem germinativa, tradução nossa), da revista Nature (disponível aqui). Técnicas deste estilo já são utilizadas e consistem em recortar parte específica do DNA para deletar ou reescrever sua informação genética. As aplicações, normalmente, são em células não-reprodutivas ou somáticas. Por exemplo, um grupo do Sangamo BioSciences of Richmond, na Califórnia, removeu um gene nos glóbulos brancos que contém o receptor que se liga ao vírus do HIV. No entanto, a maior preocupação é na alteração genética de células de embriões.

 

George Church, um geneticista da Harvard Medical School em Boston, Massachusetts, acredita que é necessário acompanhar os avanços conquistados. Porém não vê como proibido os experimentos, comparando-os com a fertilização in vitro, que era motivo de polêmica antes dos avanços nas pesquisas. “Em um futuro distante, posso imaginar que genes alteradas irão proteger humanos contra o câncer, a diabetes e outros problemas relacionados com a idade”, afirmou o cientista Craig Mello, da Universidade de Massachusetts.

 

Dana Carroll, um geneticista da Universidade de Utah em Salt Lake City, acredita que um órgão nacional, como a Academia Americana de Ciências deveria organizar uma conferência para pesar os aspectos negativos e positivos das alterações genéticas em embriões. O profissional ainda pensa no futuro das pesquisa e nos jovens cientistas. “Eles deveriam estar aprendendo agora o que essa tecnologia é capaz de fazer e quais são as preocupações sociais e clínicas”, afirma Caroll.

 

Sobre a discussão, a pesquisadora do IPCT aponta para os dois lados. “Seria uma ferramenta muito poderosa, capaz de curar doenças graves antes mesmo de o bebê nascer, entretanto poderia ser também utilizada para certas futilidades da humanidade, como escolha da cor dos olhos, cabelos e assim por diante… Desejamos tal tipo de manipulação?”, comenta Daniela Steffens, Doutoranda da UFRGS e do IPCT.

 

Para conferir o artigo completo, acesse o site da revista Nature.

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