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O Centro de Terapia Celular (CTC) do Hemocentro de Ribeirão Preto e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP desenvolvem em conjunto uma pesquisa que investiga se células-tronco mesenquimais podem ter sido rejeitadas pelo sistema imunológico de pacientes com diabetes do tipo 1. O estudo de Maria Carolina de Oliveira Rodrigues, realizado há três anos, utiliza testes sanguíneos para verificar a presença de anticorpos que inviabilizam o tratamento, e espera-se a obtenção de resultados dentro de um ano. A pesquisa venceu a edição 2014 do Prêmio L’Oreal Mulheres na Ciência.

As células-tronco mesenquimais são células precursoras encontradas principalmente na medula óssea. É uma população rara de células-tronco multipotentes capaz de oferecer suporte a hematopoese e de se diferenciar em diversas linhagens celulares. Essas células são retiradas da medula óssea de doadores saudáveis, cultivadas em laboratório e injetadas sucessivas vezes em pacientes que se tornaram diabéticos recentemente, para manter a produção de insulina pelo organismo.

Maria Carolina afirma que estas células conseguem modular ou controlar respostas inflamatórias, além de estimular o reparo de tecidos lesados:

“Os pacientes recém-diabéticos apresentam uma inflamação no pâncreas, que destrói as células beta-pancreáticas, produtoras de insulina. Por isso foi pensado que injetando as células no sangue desses pacientes, elas pudessem migrar até o pâncreas, resolver a inflamação e preservar o funcionamento de restante das células beta-pancreáticas”, diz a pesquisadora para o site da USP. “Assim, o paciente poderia continuar produzindo um pouco de insulina, diminuindo a necessidade de injeções diárias de insulina e, possivelmente, reduzindo as complicações crônicas do diabetes, como cegueira, úlceras, problemas nos rins, entre outras”.

No entanto, um grupo de oito pacientes submetidos à terapia com sete e oito injeções de células mesenquimais no HCFMRP apresentou uma resposta ruim ao tratamento, que pouco afetou os níveis de insulina. “Talvez essas células injetadas tenham sido rejeitadas, já que o sistema imunológico dos pacientes diabéticos é forte e poderia armar uma rejeição dessas células. Em situações em que o sistema imunológico esteja abalado, por quimioterapia ou por doença, essa rejeição seria menos importante”, afirmou Maria Carolina. A pesquisa segue tentando tornar mais eficaz essa solução para aqueles com diabetes tipo 1.

Para ler o texto completo da matéria, visite o site da USP, neste link. 

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