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A partir de células-tronco, cientistas do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos, conseguiram gerar pequenos aglomerados de tecido gástrico. Essa pesquisa pode gerar uma importante ferramenta para auxiliar no tratamento de doenças como úlcera, câncer ou diabetes. O estudo, descrevendo como os cientistas fabricaram o tecido, foi publicado no final de outubro, na revista científica Nature.

 

O miniestômago — pouco menor que uma ervilha — foi feito com células-tronco pluripotentes. A maior dificuldade desses experimentos é reproduzir exatamente o ambiente embrionário para que se tornem células do tipo desejado. Isso significa fornecer hormônios e estímulos químicos certos para que cresçam como o tecido adequado.

 

O médico Jim Wells, líder do estudo, valorizou o trabalho, lembrando a possibilidade de testes que podem ser realizados com o novo material orgânico. “Até agora, não havia uma forma adequada de estudar doenças estomacais em humanos”. Por ter o desenvolvimento embrionário igual ao humano, o tecido in vitro é melhor que o modelo animal de ratos, usado até então.

 

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Modelling human development and disease in pluripotent stem-cell-derived gastric organoids

Onde foi divulgada: revista Nature

Quem fez: Kyle W. McCracken, Emily M. Catá, Calyn M. Crawford, Katie L. Sinagoga, Michael Schumacher, Briana E. Rockich, Yu-Hwai Tsai, Christopher N. Mayhew, Jason R. Spence, Yana Zavros e James M. Wells

Instituição:  Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, EUA

Resultado: Os pesquisadores fabricaram pequenos aglomerados de tecido gástrico, que contém células em estágio inicial, como uma versão em miniatura do estômago. Em seguida, infectaram o tecido com bactérias Helicobacter pylori para estudar a doença.

Fonte: Revista Veja

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