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Um dos maiores nomes em células-tronco embrionárias do mundo, cientista japonês Yoshiki Sasai (52), cometeu suicídio na manhã  da última terça-feira (5). De acordo com colegas de trabalho, o pesquisador não resistiu a pressão sofrida após o próprio trabalho ser posto em dúvida quando uma das cientistas com que trabalhava foi acusada de plágio.

Desde o mês passado, Sasai debatia na comunidade científica sobre a validade de seu mais recente estudo, publicado em janeiro na revista Nature. No artigo, o pesquisador, junto da cientista Haruko Obokata, apresentou uma nova maneira de criar células-tronco pluripotentes, sem a necessidade de destruir embriões humanos. Os dados apresentados foram postos em dúvida depois que cientistas em outros institutos falharam na tarefa de reproduzir os resultados.

Foram detectadas, então, imagens manipuladas e sinais de plágio no trabalho de Obokata. Um comitê encarregado da investigação definiu que ela era culpada de “conduta anticientífica”. Enquanto a investigação seguia, um centro de pesquisas conseguiu reproduzir os resultados encontrados, porém, utilizando uma técnica diferente. Apesar das acusações, os resultados finais não foram invalidados pelo comitê.

Em abril, Sasai se retratou, pediu desculpas pelos erros da colega, mas ressaltou que sua pesquisa – que submetia  células adultas a um banho de ácido – continha elementos de uma importante inovação.  Apesar disso, o cientista sofria com as acusações e a vergonha após as acusações feitas a respeito do seu trabalho.

Fonte: Época 

 

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