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Existem diversos problemas éticos que estão crescendo com relação ao trabalho com células-tronco. Os problemas éticos começaram nas diretrizes de pesquisa em 2005 com o uso de células-tronco embrionárias pelo National Academies. Isso leva à importância da responsabilidade, sensibilidade e ética dos cientistas que trabalham com células-tronco embrionárias.

Controvérsias com o uso de células-tronco embrionárias

A maior controvérsia na pesquisa com células-tronco é o uso de embriões. Isso lida com as controvérsias ao redor de leis e crenças em relação à contracepção, aborto e fertilização in vitro.

Para obter células-tronco embrionárias, os pesquisadores utilizam a massa das células primordiais dos blastocistos (óvulos fertilizados) de uma clínica de fertilização in vitro. Estes blastocistos são os que ficam em excesso e são doados voluntariamente por casais que recebem tratamentos para a infertilidade. Os embriões que são fertilizados dentro do corpo feminino não são utilizados. Os blastocistos usados para a ciência são doados por livre e espontânea vontade e com consentimento informado do casal.

As controvérsias começam com o fato de o embrião ser humano e se este possui direitos legais e morais. A remoção da massa de células primordiais previne o blastocisto de continuar o seu desenvolvimento. Embora os blastocistos provavelmente sejam descartados e destruídos pela clínica eventualmente se não usados para pesquisa, as controvérsias continuam encobrindo o seu uso para propósitos científicos.

Alguns acreditam que a vida começa no momento da concepção e que os embriões merecem proteção. Em adição, algumas culturas e tradições religiosas não apoiam o uso de vida humana para outros meios, mesmo que esses meios sejam nobres. Apesar disso, outras culturas apoiam as pesquisas com células-tronco embrionárias já que eles acreditam que o embrião possua direitos morais como humano apenas alguns meses após o seu desenvolvimento.

Controvérsias com clonagem reprodutiva

Clonagem e pesquisa com células-tronco são procedimentos completamente diferentes. Entretanto, eles possuem um link em comum, que é o uso de técnicas laboratoriais chamadas de transferência nuclear. Usando esse método cientistas podem criar blastocistos contendo células-tronco que são “clones” de uma célula adulta usando materiais genéticos de uma célula adulta em um óvulo em que os núcleos foram removidos. Isso poderia resultar em uma compatibilidade genética do doador adulto levando a alternativas mais seguras aos problemas comumente encontrados em transplantes.

Em 2002, a National Academies publicou um relatório de “Aspectos científicos e médicos da reprodução humana em clonagem”, concluindo que a reprodução em clonagem não pudesse ser praticada pois é perigosa e pode falhar.

Controvérsias com relação ao quimerismo humano-animal

Quimeras são organismos que contém células ou tecidos de mais de um organismo. A ética entra quando células humanas e animais são combinados para criar quimeras. Por exemplo, células-tronco humanas podem ser transplantadas à um camundongo para checar certas funções (como células-tronco humanas criando células pancreáticas em um camundongo para desenvolvimento de terapias para diabéticos).

Quimeras são importantes para o avanço da pesquisa com células-tronco para formar métodos terapêuticos. Isso se dá devido ao fato de que as terapias desenvolvidas com células-tronco precisam ser testadas em animais antes de serem testadas em humanos.

REFERÊNCIAS:
Traduzido do site News-Medical.net

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