Uma pesquisa da Universidade de Southampton em colaboração com pesquisadores da Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A*STAR) de Singapura permitiu um novo entendimento de uma proteína que tem um papel importante na proteção de células bacterianas associadas a infecções nocivas. Entender o mecanismo de proteção da proteína pode ajudar no desenvolvimento de novos agentes antibacterianos.
A proteína, chamada OmpA, é encontrada na membrana celular externa de muitas espécies de bactérias gram-negativas, que são responsáveis por uma gama de infecções bacterianas que afetam humanos, animais e plantas.
Um envelope celular altamente complexo protege essas bactérias da presença de compostos antimicrobianos naturais e de condições que podem causar mudanças repentinas e, potencialmente, prejudiciais ao volume celular. O envelope é composto por membranas externas e internas, que são separadas por uma região conhecida como periplasma. O periplasma é composto em grande parte por moléculas chamadas de peptidoglicanos, que formam uma “malha” estendida. Isso é muitas vezes referido como parede celular.
Usando simulações de computador, os pesquisadores descobriram que porções de OmpA agem como uma ligação entre a membrana externa e a parede da célula, e espontaneamente se ajustam para fornecer um mecanismo flexível de suporte, que é importante em situações de stress no ambiente.
“Se estamos desenvolvendo novos antibióticos, que irão destruir o envelope celular protetor das bactérias gram-negativas nocivas ou ganhar acesso ao interior da célula ao atravessar o envelope celular, primeiro precisamos entender como a estrutura do envelope celular lhe permite desempenhar suas funções protetoras”, disse Syma Khalid, professor da Universidade de Southampton. É de fundamental importância entender como a parede celular está conectada às membranas externa e interna.
“Agora nós sabemos quais partes da proteína fariam alvos ideais para novos medicamentos ou peptídeos projetados para interromper o envelope celular protetor dessas bactérias”.
A pesquisa, que foi financiada pelo Conselho de Pesquisas Científicas Biológicas e de Biotecnologia (BBSRC), está publicada na revista Structure.
Fonte: https://www.sciencedaily.com/releases/2016/11/161121094122.htm
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