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As células-tronco formadoras do sangue estão aptas a contar e armazenar memórias do número de vezes que elas se dividiram. A descoberta, realizada por cientistas da Escola de Medicina Icahn, em Monte Sinai,,pode ter implicações maiores para pesquisas de doenças.

Células-tronco hematopoiéticas (HSCs) são células-tronco que residem na medula óssea e são responsáveis por manter a produção contínua de sangue ao longo da vida. HSCs têm sido usadas clinicamente por décadas para tratar várias doenças transmitidas pelo sangue, que variam de leucemia à síndrome de imunodeficiência combinada grave. Contudo, a maior barreira para o tratamento é a limitada disponibilidade de células-tronco. Clínicas e pesquisadores trabalharam para expandir o número de células-tronco, mas se tem tido, em grande parte, insucesso na reprodução facilitada dessas células.

Essa pesquisa fornece pistas do porquê desses esforços não terem tido êxito – porque essas células contam e retêm uma memória de suas divisões, que controlam seu potencial para a reprodução futura. De acordo com os pesquisadores, o estudo, que foi apresentado na edição do dia 17 de novembro da Cell, descobriu que as células de ciclo lento continham toda a atividade de HSCs a longo prazo entre as células de envelhecimento na medula óssea. Os dados coletados mostram ainda que as mudanças relacionadas à idade das HSCs, incluindo a expansão de HSCs, são dependentes de quantas vezes as células elas se dividiram.

“O que isso essencialmente significa é que essas células-tronco importantes lembram quantas vezes se dividiram, e essas memórias controlam como elas se regenerarão no futuro”, disse a Dra. Kateri Moore, professora associada da disciplina de célula, desenvolvimento e biologia regenerativa na Escola de Medicina Icahn, em Monte Sinai. “Esse conhecimento pode ser capaz de ajudar-nos a encontrar a chave para expandir a quantidade dessas células para uso terapêutico e para pesquisa”.

Tanto o Dr. Moore e o autor principal, Jeffrey Bernitz, um candidato ao doutorado na Escola de Medicina Icahn, em Monte Sinai, esperam que os resultados desse estudo forneçam pistas adicionais que ajudem a atingir a expansão das células-tronco no futuro.

Leia mais:
http://www.mountsinai.org/about-us/newsroom/press-releases/stem-cell-memories-may-hold-answer-to-their-reproduction-mount-sinai-study-finds
DOI: 10.1016/j.cell.2016.10.022

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