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Um experimento clínico que testa o efeito da terapia de células-tronco em paciente com lesão da medula cervical está mostrando resultados encorajadores, de acordo com a companhia que está produzindo este novo tratamento.

A Asterias Biotherapeutics Inc., em Fremont na Califórnia, apresentou os resultados de seu atual estudo clínico multicêntrico, o AST-OPC1 SCiSTAR fase 1/2a, no 55th Encontro Científico Anual da Sociedade Internacional de Medula Espinhal, em Viena. O estudo foi conduzido em pacientes que sofrem com a perda da função motora e da sensibilidade abaixo do pescoço. Embora ainda no início do estudo, com apenas quatro de cinco pacientes tendo alcançado 90 dias após a dosagem, todos os pacientes que receberam 10 milhões de células AST-OPC1 mostraram melhora em, pelo menos, um nível motor (recuperando algumas funções nos braços). A cada cinco pacientes dois mostraram melhora em dois níveis motores (recuperando algumas funções nos braços, mãos e dedos) em, pelo menos, um lado do corpo.

AST-OPC1 é projetado para ajudar a reparar a mielina, que tenha sido danificada com alguma lesão na medula espinhal, e a melhorar a medula espinhal que não tem o funcionamento comprometido. Ao implantar células AST-OPC1, a esperança é que os sinais enviados pelo cérebro e que percorrem os nervos da coluna espinhal sejam restaurados, ainda que parcialmente, para permitir o movimento e a sensibilidade no corpo. Para se qualificar para o ensaio clínico, os inscritos devem ter entre 18 e 69 anos, e suas condições devem ser estáveis para receber uma injeção de AST-OPC1 entre o 14º e o 30º dia após a lesão.

Kristopher Boesen, 21 anos, de Bakersfield, na Califórnia, foi um dos pacientes voluntários no estudo. Em março, ele sofreu uma lesão traumática na coluna cervical, quando seu carro derrapou em uma estrada molhada, bateu em uma árvore e se chocou com um poste. Os médicos acharam que havia grandes chances de ele ficar permanentemente paralisado do pescoço para baixo. Duas semanas depois de receber o tratamento no Centro Médico Keck da Universidade da Califórnia do Sul, Boesen começou a mostrar sinais de melhora, de acordo com a USC News. Três meses depois, Kristopher era capaz de se alimentar sozinho, usar o telefone celular, escrever o próprio nome e operar uma cadeira de rodas motorizada.

Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que os resultados do experimento SCiSTAR levariam de 6 a 12 meses para serem vistos. A próxima fase do estudo, prevista para esse ano ainda, utilizará uma dose ainda maior de AST-OPC1 (20 milhões de células).

 

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 Kris Boesen praticando a escrita do seu nome.  Imagem cortesia de Greg Iger.

 

Fonte: http://www.stemcellsportal.com/news/study-indicates-stem-cell-therapy-spinal-cord-injury-helps-patients-regain-some-function

Maiores informações: http://asteriasbiotherapeutics.com/wp-content/uploads/2016/09/Wirth-ISCoS-14SEP2016-talk-FINAL.pdf

https://news.usc.edu/107047/experimental-stem-cell-therapy-helps-paralyzed-man-regains-use-of-arms-and-hands/

www.scistar-study.com

8 Comments
verinelson  
11 de agosto de 2017 at 02:45

Quero ser voluntario tambem posso ? Minha lesao t12completa

IPCT  
10 de abril de 2018 at 15:59

Olá, não realizamos experimentos em humanos, apenas in vitro. Obrigado desde já pela preferência!

genuino dornelas de santana junior  
13 de julho de 2018 at 09:34

ola bom dia tinha interrese de faser faser uma consulta ou queria ve como fas para faser a cirugia ok

IPCT  
13 de julho de 2018 at 11:16

Bom dia,
Somos um grupo de pesquisa, não realizamos consulta nem cirurgia.

genuino dornelas de santana junior  
13 de julho de 2018 at 09:41

mas tenho 23 anos de cadera e tudo funciona normal queria ver a possibilidade de marca ou faser uma sirugia

IPCT  
13 de julho de 2018 at 11:16

Bom dia,
Somos um grupo de pesquisa, não realizamos consultas e nem cirurgia.

Nerci Barros Carneiro  
17 de agosto de 2018 at 00:20

Olá boa noite tenho 41 anos sofrie um acidente faturei coluna espinhal torácica a.L1.L2L3.gostaria de ser um voluntário nas pesquisas não tenho movimento nas pernas tenho fer em Deus q um dia vou ser chamado ficaria muito feliz?

IPCT  
29 de agosto de 2018 at 15:57

Querida Nerci,

Para se voluntariar em uma pesquisa é necessário passar pelo recrutamento de um estudo clínico. Infelizmente são poucos os grupos que trabalham com células-tronco no Brasil, tornando as opções escassas. Caso seja do seu interesse participar de uma pesquisa à nível internacional, podemos lhe enviar contatos via e-mail.

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