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Em uma forma bastante severa de microcefalia, as células tronco do cérebro falharam em se dividir, de acordo com um novo estudo do Centro Médico da Universidade de Columbia. Este estudo pode fornecer importantes pistas para entender como o Zika vírus afeta o desenvolvimento cerebral.

Devido ao Zika vírus, o mundo vem sofrendo a primeira epidemia de microcefalia, uma condição devastadora do desenvolvimento cerebral que reduz consideravelmente o número de neurônios no cérebro, além de interferir no tamanho do mesmo e também no seu funcionamento a partir do nascimento.

As mutações em vários genes humanos têm sido apontadas por causar a ocorrência, relativamente rara, dessa doença. Mutações em um certo gene, o NDE1, causa um tipo específico de microcefalia severa. Os pesquisadores de Columbia – David Doobin, Richard Vallee, entre outros – fundamentam que investigar o papel do NDE1 na microcefalia deve revelar importantes pistas sobre as causas da microcefalia em geral.

No estudo, publicado em 24 de agosto desse ano, na Nature Communications, os pesquisadores descobriram que interferir na expressão do NDE1 inibe, severamente, a proliferação de células-tronco no desenvolvimento do cérebro de camundongos. Essas células-tronco, conhecidas como progenitoras gliais radiais (RGPs), passam rapidamente por divisões repetidas ao longo do processo de desenvolvimento cerebral.

Outros genes que causam a microcefalia são conhecidos por prejudicar a proliferação de RGP, geralmente por interromper as células quando elas estão no meio da divisão celular. O novo estudo descobriu que defeitos no NDE1 podem parar RGPs antes da divisão, que começa em três pontos de checagem. O resultado dessa rede é a completa falha dessas células em se dividir, explicando a gravidade da relação entre o NDE1 e a microcefalia.

 

Fonte: http://newsroom.cumc.columbia.edu/blog/2016/08/24/in-some-genetic-cases-of-microcephaly-stem-cells-fail-to-launch/

DOI: 10.1038/ncomms12551

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